Vista do Mercado Público de Porto Alegre, por volta de 1890, com carroças e circulação no entorno., em fotografia de Virgílio Calegari, c. 1890.

Fotografia em expansão no Rio Grande do Sul: técnica, território e novos usos (1877–1895)

História

Em 1877, Luiz Terragno anunciou um álbum com vinte vistas de Porto Alegre. A fotografia no Rio Grande do Sul já não se limitava aos retratos de ateliê. Entre 1877 e 1895, novos materiais facilitaram o trabalho fora dos estúdios.

Fotógrafos registraram ferrovias, cidades, colônias de imigrantes e os efeitos da Revolução Federalista. Os fluxos migratórios também aparecem nesse processo, com novos profissionais, negócios familiares e fotografias produzidas para representar as colônias no Brasil e no exterior.

Nesse período ocorreram a campanha abolicionista, a Abolição e a Proclamação da República. Há registros fotográficos desses processos em outras partes do Brasil, mas não localizei imagens autenticadas das comemorações no Rio Grande do Sul.

Em 1895, a fotografia já aparecia ligada à medicina legal e à identificação policial no Rio Grande do Sul.[25] Em menos de duas décadas, mudaram os materiais, os locais alcançados pela câmera e as funções atribuídas à imagem.

Terragno depois do álbum de 1877

Luiz Terragno continuou em ativo em Porto Alegre durante a década de 1880. Manteve ateliês, ofereceu novos serviços, vendeu materiais e apresentou processos e equipamentos.[1]

Em 1881, atendia na Praça da Alfândega. Anunciava os ‘Retratos Victoria’, entregues poucos minutos após a tomada. No mesmo ano, foi noticiada a ‘pistola Terragno’, descrita como aparelho para fotografias instantâneas.[1] Os anúncios não esclarecem se o aparelho era uma invenção própria, uma adaptação ou apenas uma denominação comercial.

Em 1882, Terragno anunciou o “Cyanotipo”. O material incluía água, chapa, prensa e papel para 32 retratos.[1] Não foi possível confirmar sua relação com a cianotipia de John Herschel.

Em 1883, Terragno obteve privilégio de invenção por 15 anos para o Sinete-Terragno, carimbo que reproduzia retratos em papel, cartão e tecido.[1][2] Em dezembro de 1884, anunciou o “Megatypo”, descrito como um processo para “retratos inalteráveis”, e ofereceu ensino do processo.[2]

Como se pôde ver, Terragno não atuava apenas como retratista. Também comercializava materiais, ensinava processos e transformava experiências técnicas em serviços e produtos fotográficos.[1][2]

As chapas secas chegam a Porto Alegre

O colódio úmido exigia que a placa de vidro permanecesse úmida durante a exposição e o processamento. Como o intervalo disponível era curto, o trabalho externo exigia produtos químicos e uma estrutura de laboratório portátil.[3]

As chapas secas de gelatina-brometo de prata simplificaram esse procedimento. Podiam ser preparadas ou adquiridas previamente e reveladas depois da exposição, dispensando o processamento imediato no local.[3]

Em 16 de dezembro de 1884, Terragno anunciou que ensinaria o uso de “chapas seccas ao gelatino-bromuro”.[2] Em 27 de maio de 1885, a Livraria Popular, na Rua dos Andradas, oferecia “chapas seccas francezas para photographos”, nos formatos 9 × 12, 13 × 18 e 21 × 37.[4]

As chapas secas não substituíram de imediato o colódio úmido. Os dois processos conviveram nos anos 1880, mas as chapas secas permitiram separar a exposição da revelação e facilitaram o trabalho fora do ateliê.[3]

Eastman e a industrialização dos materiais fotográficos

Enquanto isso, nos Estados Unidos, George Eastman iniciou a produção comercial de chapas secas em 1880. No ano seguinte, formou com Henry Strong a Eastman Dry Plate Company. Em 1884, a empresa lançou o papel negativo e Eastman, com William H. Walker, desenvolveu um porta-rolo para papel negativo.[5][6]

Em 1888, a câmera Kodak chegou ao mercado com o lema “You press the button – we do the rest”. O sistema transferia para a empresa parte do processamento que antes recaía sobre o fotógrafo.[5][6]

Em 1889, Eastman colocou no mercado o primeiro filme transparente flexível em rolo de produção comercial. Em 1892, a empresa passou a se chamar Eastman Kodak Company of New York. Em 1895, anunciou a Pocket Kodak.[6]

Nas fontes consultadas, não localizei menções à marca Kodak no Rio Grande do Sul até 1895. Em 1912, o nome Kodak aparece em Porto Alegre como título de uma revista ilustrada.[7] A fonte consultada sobre a publicação não estabelece vínculo com a Eastman Kodak.

Amoretty acompanha a ferrovia

Augusto Amoretty atuou em Rio Grande, Bagé e Pelotas. Em Pelotas, adquiriu o ateliê de Baptiste Hubert Lhullier. Além dos retratos, sua produção incluiu registros da estrada de ferro entre Rio Grande e Bagé.[8]

Por volta de 1884, Amoretty fotografou a linha ferroviária. O conjunto preservado reúne estações, trilhos, locomotivas e outras estruturas ligadas à ferrovia.[9]

As cópias preservadas são em albumina e prata. Isso não identifica o processo do negativo, portanto não permite afirmar que Amoretty tenha usado negativos em gelatina-brometo.[9]

Amoretty não foi o único a documentar ferrovias. Na mesma década, Marc Ferrez produziu séries fotográficas sobre ferrovias como a Minas and Rio Railway, a Estrada de Ferro de Paranaguá a Curitiba e a Estrada de Ferro do Corcovado.[10]

A fotografia ferroviária podia funcionar como registro de obra, documentando etapas, estruturas e soluções de engenharia e servindo a interesses técnicos e administrativos.[10]

Nas fontes consultadas, não encontrei relação profissional entre Amoretty e Ferrez. A comparação limita-se ao uso contemporâneo da fotografia na documentação ferroviária.

A sucessão da família Ferrari

Rafael Ferrari chegou da Itália por volta de 1870. Manteve ateliês em Porto Alegre e, em 1883, adquiriu o estabelecimento de Balduíno Röhrig.[11]

Segundo Conedera, em 1885, Rafael Ferrari afastou-se por doença. Carlos e Jacintho assumiram o negócio como Ferrari & Irmão. O irmão caçula, Rafael Júnior, passou a colaborar posteriormente.[11]

Em 22 de janeiro de 1886, a Photographia Ferrari & Irmão anunciou uma assinatura de vistas de Porto Alegre e arredores. O anúncio informava a aquisição de uma máquina destinada a “tirar vistas” e prometia aos assinantes uma fotografia mensal, em formato aproximado de 24 × 30 centímetros.[12]

Etcheverry analisa um conjunto de vistas dos Irmãos Ferrari situado em torno de 1888.[13] Isso indica que nem toda vista atribuída aos irmãos no final da década deve ser incluída automaticamente em um mesmo conjunto.[12][13]

A fotografia no Rio Grande do Sul: vista da Rua Voluntários da Pátria, em Porto Alegre, registrada pelos irmãos Ferrari na década de 1890, com casario e circulação na via.
Rua Voluntários da Pátria, próximo à Praça XV de Novembro, Porto Alegre, dez. 1890, segundo a reprodução consultada. Fotografia atribuída aos Irmãos Ferrari. Fonte: Fotos Antigas RS/Flickr. Domínio público. Disponível em: https://www.flickr.com/photos/fotosantigasrs/14600378906

A câmera chega às colônias italianas

A imigração italiana ganhou escala no Rio Grande do Sul a partir de 1875.[14]

O Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami preserva o álbum Recordação das Colônias Conde D’Eu, Dona Isabel, Alfredo Chaves, Antonio Prado e Caxias. São 67 fotografias em processo de albúmen, produzidas entre 1885 e 1897. Parte do conjunto, portanto, ultrapassa o recorte cronológico do presente artigo.[15]

As imagens abrangem áreas correspondentes a Caxias, Conde D’Eu, Dona Isabel, Alfredo Chaves e Antônio Prado, hoje relacionadas a municípios como Caxias do Sul, Garibaldi, Bento Gonçalves, Veranópolis e Antônio Prado. Registram estradas, pontes, casas, capelas, núcleos urbanos, comércios, parreirais, moinhos, serrarias, carretas e trabalhadores.[15]

O conjunto reúne fotografias produzidas em diferentes momentos. O arquivo indica a possibilidade de participação de diferentes fotógrafos, de modo que o álbum não deve ser atribuído automaticamente a um único autor.[15]

Em 25 de maio de 1889, um ofício relacionado à administração da imigração solicitou “photographias de bom tamanho e bem tiradas” para o escritório brasileiro em Gênova, com duplicatas destinadas a Milão. Em 22 de outubro, nova correspondência informou a necessidade de substituir algumas fotografias.[15]

Esses documentos comprovam a solicitação de imagens para os escritórios brasileiros na Itália. Não identificam, porém, todos os fotógrafos envolvidos nem permitem afirmar que o álbum hoje preservado seja exatamente o conjunto remetido naquele momento.[15]

Imigração e formação profissional

A imigração também participou da formação do mercado fotográfico. A trajetória de Virgílio Calegari documenta um caso de aprendizado profissional dentro de ateliês já estabelecidos antes da abertura de negócio próprio.[11]

Calegari nasceu na província de Bérgamo, na Itália, em 1868. Chegou ao Brasil com a família em 1880, passou pela região de Caxias e depois se mudou para Porto Alegre.[11]

Na capital, recebeu as primeiras lições de João Antonio Iglesias e depois trabalhou como auxiliar de Otto Schönwald. Em 1893, abriu o próprio ateliê.[11]

O estudo de Conedera sobre Rafael Ferrari, Virgílio Calegari e Domenico Mancuso mostra a inserção de profissionais italianos no mercado fotográfico do Rio Grande do Sul.[11]

Abolição, República e fotografia

Em Porto Alegre, o 7 de setembro de 1884 foi apresentado como a data da libertação dos escravizados da cidade.[16] No levantamento das alforrias registradas em cartório naquele ano, foram contabilizadas 1.033 cartas: 176 sem ônus ou condição, 57 pagas e 800 condicionais. Entre estas últimas, 789 exigiam prestação de serviços.[28]

A escravidão foi abolida legalmente em todo o país em 13 de maio de 1888. O Instituto Moreira Salles cataloga uma fotografia de Antonio Luiz Ferreira, produzida naquele dia, que mostra a multidão aclamando a princesa Isabel junto ao Paço Imperial depois da assinatura da Lei Áurea.[17]

Quatro dias depois, Antonio Luiz Ferreira e Antonio de Barros Araújo registraram a missa campal de ação de graças pela Abolição, realizada no Rio de Janeiro. As duas fotografias mostram perspectivas diferentes do mesmo evento: uma destaca o palanque e as autoridades; a outra amplia a presença da multidão.[18]

A Abolição se somou às tensões que enfraqueciam a Monarquia. Em janeiro de 1889, O Apostolo, citando a Gazeta de Notícias, registrava a hostilidade de parte das classes conservadoras ao regime após o 13 de Maio.[30] Meses depois, A Epocha criticava a Abolição sem indenização.[31]

Em maio de 1889, Otto Hees produziu uma das últimas fotografias conhecidas da família imperial no Brasil.[19] Em 15 de novembro, a República foi proclamada. Nas fontes consultadas, não localizei fotografia autenticada da movimentação militar em andamento no Campo de Santana.

O catálogo do Museu da República registra, porém, o item BR RJMRAHI RP-IC-004, “Grupo de Oficiais”, datado de 15 de novembro de 1889 e descrito como uma cópia fotográfica de oficiais participantes da Proclamação.[20]

O mesmo registro aparece na relação de documentos do Museu da República utilizados na exposição Imagens da República, reproduzida por Leila Estephanio de Moura em trabalho acadêmico sobre a mostra.[27] A fotografia não está disponível para consulta online nas fontes localizadas.

A mudança de regime logo apareceu em outros registros fotográficos. Em 15 de janeiro de 1890, Francisco Soucasaux fotografou no Palácio Itamaraty um ato de aclamação popular de Deodoro da Fonseca, chefe do Governo Provisório.[21]

No Rio Grande do Sul, não localizei fotografias autenticadas das comemorações da Abolição ou da instalação da República. As fontes consultadas trazem documentos, retratos e representações posteriores, mas não registros dessas cerimônias.

A Revolução Federalista diante da câmera

A Revolução Federalista começou em 1893, colocando republicanos ligados a Júlio de Castilhos de um lado e federalistas associados a Gaspar Silveira Martins no outro. No Rio Grande do Sul, Bagé esteve entre os espaços atingidos pelo conflito.[22]

Na cidade, José Greco registrou o cerco ocorrido entre novembro de 1893 e janeiro de 1894. Suas fotografias mostram trincheiras, tropas, lideranças e edifícios atingidos.[22]

As imagens não mostram os combates em andamento. Registram soldados posicionados, barricadas, marcas de tiros e construções danificadas.[22]

Parte desse material circulou em reproduções e cartões-postais. O Museu Julio de Castilhos preserva um cartão-postal identificado como “Cerco de Bagé – RS, Trincheira da Panela do Candal”, tombo 8114, catálogo 1527.[23]

Em abril de 1894, em Ponta Grossa, Affonso de Oliveira Mello fotografou um prisioneiro pouco antes de sua execução na Revolução Federalista. A anotação no verso confirma que a execução ocorreu depois do registro.[29]

No artigo anterior sobre a Guerra do Paraguai, examinei, a partir do álbum Excursão ao Paraguay, retratos de autoridades, militares e prisioneiros, além de vistas relacionadas ao conflito.[26] Em Bagé, quase trinta anos depois, José Greco registrou uma cidade marcada materialmente pela guerra.[22]

Os registros mencionados nesta seção não eram fotografias policiais ou periciais. Eram fotografias de guerra, voltadas a participantes, posições, danos e episódios do conflito.[22][29]

Em Paris, a identificação policial ganhava método

Enquanto fotógrafos gaúchos ampliavam os registros de cidades, ferrovias, colônias e conflitos, a polícia de Paris desenvolvia um uso mais padronizado da imagem.[24]

Alphonse Bertillon começou a trabalhar no serviço de identificação da Prefeitura de Polícia de Paris em 1879. Desenvolveu um sistema que combinava medidas antropométricas, descrição física detalhada e fotografias padronizadas do rosto.[24]

A fotografia passou a integrar um conjunto sistemático de dados destinado à identificação de presos e reincidentes. O enquadramento fotográfico fazia parte desse procedimento padronizado.[24]

Em 1892, o caso Ravachol deu grande projeção ao método. A repercussão contribuiu para a adoção do sistema antropométrico por outras instituições policiais.[24]

Em 1895, o projeto gaúcho de identificação já tomava o sistema de Bertillon como referência.[25]

Fotografia em expansão no Rio Grande do Sul: a aproximação com as instituições

Entre 1877 e 1895, a fotografia ampliou suas funções. Além dos retratos, passou a documentar cidades, ferrovias, colônias e conflitos.

Em 5 de março de 1895, foi montado na repartição policial de Porto Alegre o serviço do Gabinete Médico-Legal, ligado aos médicos Sebastião Affonso de Leão e João Damasceno Ferreira.[25]

Ainda naquele ano, o relatório policial registrava que um ateliê fotográfico vinha funcionando desde junho “com alguma regularidade”.[25]

A Oficina de Identificação Antropométrica foi criada oficialmente em 8 de janeiro de 1896 e instalada efetivamente em meados daquele ano. Em 1897, Sebastião Leão apresentou seu estudo sobre os presos, baseado em medições e classificações; nesse contexto foi organizado o álbum fotográfico Os criminosos do Rio Grande do Sul.[25]

Essas fotografias aparecem vinculadas à identificação e ao estudo dos presos. Não são apresentadas como fotografias de locais de crime ou de vestígios.[25]

Em 1895, portanto, já estava em formação uma estrutura institucional que aproximava medicina legal, identificação e fotografia. A organização desse uso na Casa de Correção será o tema do próximo artigo.

Referências e fontes consultadas

[1] WANDERLEY, Andrea C. T. Cronologia de Luis Terragno (c. 1831–1891). Brasiliana Fotográfica, 2022. Disponível em: https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=29145.

[2] TERRAGNO, Luiz. “Sinete Terragno” [anúncio: venda de estabelecimento, Megatypo e ensino de chapas secas ao gelatino-bromuro]. A Federação, Porto Alegre, n. 289, 16 dez. 1884. Disponível em: https://hemeroteca-pdf.bn.gov.br/388653/per388653_1884_00289.pdf.

[3] NATIONAL ARCHIVES AND RECORDS ADMINISTRATION. Glass Holdings in the Still Picture Branch. College Park, MD. Disponível em: https://www.archives.gov/research/still-pictures/still-picture-glass-holdings.

[4] LIVRARIA POPULAR. “Recebeu chapas seccas francezas para photographos (garantidas)” [anúncio]. A Federação, Porto Alegre, n. 119, 27 maio 1885. Disponível em: https://hemeroteca-pdf.bn.gov.br/388653/per388653_1885_00119.pdf.

[5] EASTMAN KODAK COMPANY. History. Disponível em: https://www.kodak.com/en/company/page/history/.

[6] EASTMAN KODAK COMPANY. Milestones. Disponível em: https://www.kodak.com/en/company/page/milestones/.

[7] TRUSZ, Alice Dubina. Imprensa periódica ilustrada e política: a revista Kodak e a palheta republicana Porto Alegre (1912–1913). Revista TOMO, n. 23, 2013. DOI: 10.21669/tomo.v0i23.2108. Disponível em: https://periodicos.ufs.br/tomo/article/view/2108.

[8] STUMVOLL, Denise; SILVA, Welington (org.). Carte de visite e outros formatos: retratos no acervo fotográfico do Museu da Comunicação Hipólito José da Costa (1880–1920): catálogo 45 anos do MuseCom. Porto Alegre: Instituto Estadual do Livro, 2020. Disponível em: https://cultura.rs.gov.br/upload/arquivos/carga20200356/25165653-catalogo-musecom-45-anos.pdf.

[9] AMORETTY, Augusto. Estrada de ferro do Rio Grande a Bagé. c. 1884. Albumina e prata. Coleção Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Brasiliana Fotográfica. Disponível em: https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/12963.

[10] OLIVEIRA, Eduardo Romero. Vistas fotográficas das ferrovias: a produção de registros de obra pública no Brasil do século XIX. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, Rio de Janeiro, v. 25, n. 3, p. 695–723, jul.–set. 2018. DOI: 10.1590/S0104-59702018000400006. Disponível em: https://www.scielo.br/j/hcsm/a/xcQK8VBn7CpydDjHt34FvYp/.

[11] CONEDERA, Leonardo de Oliveira. Ferrari, Calegari e Mancuso: lentes italianas sobre o Rio Grande do Sul. Oficina do Historiador, Porto Alegre, Suplemento Especial, p. 773–786, 2014. Disponível em: https://revistaseletronicas.pucrs.br/oficinadohistoriador/article/view/19086.

[12] FERRARI & IRMÃO. “Photographia Ferrari & Irmão” [anúncio de assinatura de vistas de Porto Alegre e arredores]. A Federação, Porto Alegre, n. 18, 22 jan. 1886. Disponível em: https://hemeroteca-pdf.bn.gov.br/388653/per388653_1886_00018.pdf.

[13] ETCHEVERRY, Carolina Martins. Visões de Porto Alegre nas fotografias dos Irmãos Ferrari (c. 1888) e de Virgílio Calegari (c. 1912). 2007. Dissertação (Mestrado em Artes Visuais). Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2007. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/handle/10183/11173.

[14] GOMES, Angela de Castro. Imigrantes italianos: entre a italianità e a brasilidade. In: VAINFAS, Ronaldo (org.). Brasil: 500 anos de povoamento. Rio de Janeiro: IBGE, 2000. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv6687.pdf.

[15] ARQUIVO HISTÓRICO MUNICIPAL JOÃO SPADARI ADAMI. Álbum Fotográfico – Recordação das Colônias Conde D’Eu, Dona Isabel, Alfredo Chaves, Antonio Prado e Caxias. Código de referência BR RS APMCS DIR-AL. Disponível em: https://arquivomunicipal.caxias.rs.gov.br/index.php/album-fotografico-3.

[16] ZUBARAN, Maria Angélica. A invenção branca da liberdade negra: memória social da Abolição em Porto Alegre. Fênix: Revista de História e Estudos Culturais, v. 6, n. 3, 2009. Disponível em: https://revistafenix.emnuvens.com.br/revistafenix/article/view/192.

[17] INSTITUTO MOREIRA SALLES. Assinatura da Lei Áurea no Paço Imperial. Autoria: Antonio Luiz Ferreira. Rio de Janeiro, 13 maio 1888. Acervo IMS. Disponível em: https://acervos.ims.com.br/index.php/Detail/objects/191542?lang=pt_BR.

[18] WANDERLEY, Andrea C. T.; LIMA JUNIOR, Carlos. Duas fotos, por dois “Antônios”: as imagens da Missa Campal de Ação de Graças pela Abolição da Escravatura celebrada em 17 de maio de 1888. Brasiliana Fotográfica, 11 ago. 2026. Disponível em: https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=46010.

[19] WANDERLEY, Andrea C. T. Uma das últimas fotos ou a última foto da Família Imperial no Brasil e seu autor, Otto Hees (1870–1941). Brasiliana Fotográfica, 23 maio 2024, atualização 26 nov. 2025. Disponível em: https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=35032.

[20] MUSEU DA REPÚBLICA. Grupo de Oficiais. Código de referência BR RJMRAHI RP-IC-004. Rio de Janeiro, 15 nov. 1889. BADARQ. Registro catalográfico do acervo. Disponível em: https://atom-museurepublica.museus.gov.br/index.php/grupo-de-oficiais.

[21] INSTITUTO MOREIRA SALLES. Discurso de Manoel Deodoro da Fonseca. Autoria: Francisco Soucasaux. Rio de Janeiro, 15 jan. 1890. Acervo IMS. Disponível em: https://acervos.ims.com.br/index.php/Detail/objects/552580.

[22] LOPES, Aristeu Elisandro Machado. Imagens de uma cidade sitiada: as fotografias de José Greco e a Revolução Federalista em Bagé-RS, 1893–1895. Revista Latino-Americana de História, v. 2, n. 7, p. 522–536, set. 2013. Disponível em: https://revistas.unisinos.br/rla/index.php/rla/article/view/360/260.

[23] MUSEU DE HISTÓRIA JULIO DE CASTILHOS. Revolução Federalista de 1893. Coleção Iconográfica, Subcoleção Fotografias, número de tombo 8114, número de catálogo 1527. Disponível em: https://acervos.museujulio.rs.gov.br/colecao-iconografica/revolucao-federalista-de-1893/.

[24] THE METROPOLITAN MUSEUM OF ART. BERTILLON, Alphonse. Ravachol. François Claudius Kœnigstein… 1892. Gilman Collection, n. 2005.100.375.348. Disponível em: https://www.metmuseum.org/art/collection/search/306968.

[25] FIGUEIRÓ, Raquel Braun. O médico, a raça e o crime: a apropriação das teorias raciais pelo médico porto-alegrense Sebastião Leão no final do século XIX. 2014. Dissertação (Mestrado em História). Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2014. Disponível em: https://www.historia.uff.br/stricto/td/1795.pdf.

[26] EXCURSÃO AO PARAGUAY: [álbum de retratos brasileiros e paraguaios e vistas dos locais de batalhas]. [1867–1869]. Álbum fotográfico. Biblioteca Fluminense. BNDigital do Brasil, Fundação Biblioteca Nacional. Disponível em: https://bdlb.bn.gov.br/acervo/handle/20.500.12156.3/269240.

[27] MOURA, Leila Estephanio de. Rui Barbosa nas exposições comemorativas da Casa de Rui Barbosa. 2008. Trabalho de Conclusão de Curso (Mestrado Profissional em Bens Culturais e Projetos Sociais). Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil, Fundação Getulio Vargas, Rio de Janeiro, 2008. p. 102. Disponível em: https://hdl.handle.net/10438/10347.

[28] KROB, Bruna Emerim. “Com a condição de servir gratuitamente a mim ou a meus herdeiros”: alforrias, contratos e experiências de trabalho de libertos (Porto Alegre, 1884–1888). 2016. Dissertação (Mestrado em História) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2016. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/handle/10183/148467

[29] INSTITUTO MOREIRA SALLES. Conflitos: audioguia 01 – Revolução Federalista. Affonso de Oliveira Mello, “Execução de um rebelde”, Ponta Grossa, abr. 1894. Acervo Fundação Biblioteca Nacional. 24 maio 2018. Disponível em: https://ims.com.br/2018/05/24/conflitos-audioguia-01-revolucao-federalista/.

[30] O APOSTOLO. O Apostolo, Rio de Janeiro, ano XXV, n. 3, 9 jan. 1889, p. 2. Disponível em: https://hemeroteca-pdf.bn.gov.br/343951/per343951_1889_00003.pdf.

[31] LACERDA, Francisco do Rego Barros de. [Manifesto ao eleitorado do 5º distrito]. A Epocha, Recife, ano I, n. 8, 18 ago. 1889, p. 3. Texto datado de 30 jul. 1889.Disponível em: https://hemeroteca-pdf.bn.gov.br/373370/per373370_1889_00008.pdf.